Patrona Felícia Teresinha Soares Lopes

Patrona Felícia Teresinha Soares Lopes

sábado, 31 de março de 2012

Contos Gauchescos terá exibição na Feira do Livro

http://www.farrapo.com.br/portal/index.php?i=2&n_num=935

A 22ª Feira do Livro de Caçapava do Sul será dedicada aos cem anos da primeira publicação do livro “Contos Gauchescos”, de Simões Lopes Neto. Entre as atividades da feira está a exibição do filme baseada na obra do escritor pelotense. A sessão inicia às 19h15min, no dia 06 de maio (domingo), no Salão Paroquial. 

No ano do centenário (1912-2012), Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto, é um clássico da literatura pampeana, ao lado dos argentinos Martin Fierro, de José Hernandez, e Don Segundo Sombra, de Ricardo Guiraldes. 

Tal como na obra original, a versão para os cinemas é conduzida por Blau Nunes (Pedro Machado) , tropeiro leal e valoroso, que acompanha os espectadores por cinco episódios: o documentário sobre a vida e o legado do escritor – que abre o filme -, e as adaptações dos contos Os Cabelos da China, Jogo do Osso, Contrabandista e No Manantial. Com dezenas de personagens, o filme tem esmerada produção e alia às movimentadas narrativas criadas pelo escritor pelotense a primorosa ambientação dos usos e costumes do pampa, uma marca do diretor Henrique de Freitas Lima.

No elenco que homenageia os atores gaúchos estão nomes como Leonardo Machado, Juliana Thomaz, Roberto Birindelli, Renata de Lelis, Tiago Real, Evandro Soldatelli, Nelson Diniz, Sissi Venturin, Rafael Tombini, João França, Ida Celina, Miguel Ramos e Lurdes Eloy, entre outros. Radicada em Porto Alegre, a atriz baiana Ingra Liberato comprova seu reconhecido talento e está à vontade ao interpretar um personagem clássico da obra simoniana. 

Filmada em Pelotas, São Gabriel e Piratini, a obra lança diversos talentos ainda desconhecidos do público, como J.N. Canabarro, Tom Perez , Vagner Vargas e Lindsay Gianoukas. O músico e compositor Cristiano Quevedo também estreia no cinema, integrando o elenco de um dos episódios filmados em Piratini. Mais de seiscentos pequenos papéis e figurantes foram selecionados nas comunidades que hospedaram a produção, o que dá ao filme autenticidade e vigor.

A equipe reúne técnicos que formam com Henrique um grupo experiente: a diretora de arte Adriana Nascimento Borba, o diretor de fotografia Eduardo Amorim, o roteirista Pedro Zimmermann, que também assina a direção do episódio de abertura, o montador argentino Cesar Custodio, o compositor Sergio Rojas e a diretora de produção Gina O’Donnell.
Realizado pela Cinematográfica Pampeana e a APEMA como Produtora Associada, Contos Gauchescos é patrocinado, com o apoio da LIC – Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul e da Lei Rouanet, pelo Grupo CEEE, Celulose Riograndense, Empresas Randon, Banrisul Consórcio , Sulgás e BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul.

Oficina “O Texto em Sala de Aula” de Jane Tutikian



No dia 11 de maio, dedicado à “Literatura Infanto-Juvenil e Conto” começa a oficina de “Trabalho de textos em sala de aula”, ministrada pela escritora Jane Tutikian, no I.E.E. Dinarte Ribeiro.

A oficina será das 9h às 12h no dia 11 e 8:30h às 11:30h no dia 12, dentro das atividades da XXII Feira do Livro.

A escritora ainda vai proferir palestra “Conversando com Adolescentes”, no dia 11 de maio ás 14:30h, para os alunos do ensino fundamental no Salão Paroquial.

Ainda, neste dia a noite, no Salão Paroquial, às 20:30h, Jane Tutikian fala sobre a “Importância da Leitura” e a seguir autografa os livros infanto-juvenis das editoras Saraiva e Edelbra mais os de contos da editora WS.

Jane Tutikian tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Portuguesa e Luso Africanas, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura, identidade e história. Ficcionista, recebeu vários prêmios literários, entre eles o Jabuti. Patrona da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Saiba mais sobre a escritora em:
http://www.janetutikian.com/

Filme Contos Gauchescos


Em Caçapava do Sul será apresentado no no dia 06 de maio, às 19h15, dia dedicado à Tradição e ao Folclore Gaúcho na XXII Feira do Livro, seguido de mesa redonda para debate do filme Contos Gauchescos, com a participação do cineasta Henrique de Freitas Lima, do escritor Alcy Cheuiche e do patrono da feira Rivadavia Severo.

Em formato digital DVD, a versão para as salas de cinema do projeto Contos Gauchescos, de Henrique de Freitas Lima (de Lua de Outubro e Concerto Campestre), teve pré-estréia aberta ao público no Centro de Eventos do Parque Harmonia, em Porto Alegre, no dia 15 de setembro de 2011, integrando a programação oficial dos Festejos Farroupilhas  que se realizarão na cidade.  O filme tem estréia nos cinemas prevista para o primeiro semestre de 2012 em cópias 35 mm.

Na véspera do centenário (1912-2012), Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto, é um clássico da literatura pampeana, ao lado dos argentinos Martin Fierro, de José Hernandez, e Don Segundo Sombra, de Ricardo Guiraldes. Tal como na obra original, a versão para os cinemas é conduzida por Blau Nunes (Pedro Machado) , tropeiro leal e valoroso, que conduz os espectadores por cinco episódios: o Documentário sobre a vida e o legado do escritor ,que abre o filme, e as adaptações dos contos Os Cabelos da China, Jogo do Osso, Contrabandista e No Manantial.  Com dezenas de personagens, o filme tem esmerada produção e alia às movimentadas narrativas criadas pelo escritor pelotense a primorosa ambientação dos usos e costumes do pampa que é uma marca do diretor Henrique de Freitas Lima.

No elenco, que homenageia os atores gaúchos, pontificam nomes como Leonardo Machado, Juliana Thomaz, Roberto Birindelli, Renata de Lelis, Tiago Real, Evandro Soldatelli, Nelson Diniz, Sissi Venturin, Rafael Tombini, João França, Ida Celina, Miguel Ramos e Lurdes Eloy, entre outros. Radicada em Porto Alegre, a atriz baiana Ingra Liberato comprova seu reconhecido talento e está à vontade ao interpretar um personagem clássico da obra simoniana. Filmada em Pelotas, São Gabriel e Piratini, a obra lança diversos talentos ainda desconhecidos do público,  como  J.N. Canabarro, Tom Perez , Vagner Vargas e Lindsay Gianoukas. O músico e compositor Cristiano Quevedo  também estréia no cinema, integrando o elenco de um dos episódios filmados em Piratini.  Mais de seiscentos pequenos papéis e figurantes foram selecionados nas comunidades que hospedaram a produção, o que dá ao filme autenticidade e vigor.

A equipe reúne técnicos que formam com Henrique um grupo experiente: a Diretora de Arte Adriana Nascimento Borba, o Diretor de Fotografia Eduardo Amorim, o Roteirista Pedro Zimmermann, que também assina a direção do episódio de abertura, o montador argentino Cesar Custodio, o compositor Sergio Rojas e a diretora de produção Gina O’Donnell.


O projeto inclui uma versão para a tela pequena, com exibição já acertada com a TV Brasil e TVE RS, em formato de mini-série, com sete segmentos . Aos episódios que integram o filme, serão agregadas as adaptações dos contos Negro Bonifácio e Trezentas Onças. É provável que Pelotas e Jaguarão sediem as filmagens dos novos episódios, o que vem sendo negociado entre as Prefeituras Municipais e os produtores.  A Pré Estréia do filme terá presença do diretor, equipe e elenco.

Realizado pela Cinematográfica Pampeana e a APEMA como Produtora Associada,  Contos Gauchescos  é patrocinado, com o apoio da LIC – Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul e da Lei Rouanet, pelo Grupo CEEE, Celulose Riograndense, Empresas Randon, Banrisul Consórcio , Sulgás e BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul.

 O IJSLN – Instituto João Simões Lopes Neto, de Pelotas, é parceiro da iniciativa, também apoiada pelas Prefeituras Municipais de Pelotas, São Gabriel e Piratini.

Cinematográfica Pampeana
51 3235 2066

terça-feira, 27 de março de 2012

Feira será dedicada aos cem anos do Livro Contos Gauchescos

http://www.farrapo.com.br/portal/index.php?i=2&n_num=901

edição: Jornal Gazeta de Caçcapava

Segundo a versão on-line do jornal Gazeta de Caçapava, a 22ª Feira do Livro de Caçapava será dedicada aos cem anos da primeira publicação do livro “Contos Gauchescos”, de Simões Lopes Neto. A confirmação foi feita nesta semana pela comissão de organização do evento, que também divulgou a programação com os nomes de escritores, palestrantes e oficineiros convidados.

No dia 4 de maio deve participar da solenidade de abertura o Secretário de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, escritor Luiz Antonio de Assis Brasil; a representante do Ministério da Cultura nos Estados do Sul do País, Margarete Moraes, e o Presidente do Conselho Estadual de Cultura, jornalista Walter Galvani.

Neste dia, também será exibida a gravação da cerimônia de transmissão do cargo de Patrono da Feira, de José Antonio Pinheiro Machado para Rivadavia Severo. O Anonymus Gourmet não poderá estar presente devido a compromissos no exterior.

As homenagens ao Patrono da Feira, Rivadavia Severo, acontecem no dia 5 de maio. O espetáculo MusiClass (vídeo abaixo) deverá ser uma das atrações dedicadas ao escritor.

No domingo, dia 06, o convidado é o cineasta Henrique de Freitas Lima. Ele participa de uma mesa redonda após a exibição da filmagem de quatro contos gauchescos, do escritor regionalista Simões Lopes Neto. A mesa redonda também terá a presença dos escritores Alcy Cheuiche, José Antonio Severo, Euclides Torres e Rivadavia Severo.

Entre os dias 7 e 11 de maio, acontecem as solenidades dedicadas a literatura e a ficção.
No sábado, dia 12, ocorrem as homenagens aos escritores caçapavanos.

O encerramento da Feira, no dia 13 de maio, terá o almoço festivo “Homens na cozinha”, promovido pelo Lions Clube, com a presença de Anonymus Gourmet e Alarico.

Oficina literária “A poesia para crianças e jovens” de Dilan Camargo



O escritor gaúcho Dilan Camargo confirmou sua oficina na XXII Feira do Livro de Caçapava do Sul. A oficina será de poesia, nos dias 7 e 08 de maio, das 9 as 12h.

Com o título “A poesia para crianças e jovens” a oficina tratará dos temas:

·        Como ler, interpretar e vivenciar a poesia em sala aula;
·        As crianças, os jovens e os adultos e a redescoberta da palavra poética;
·        A sensiblização pela leitura muito mais do que o "ensino" formal da poesia;
·        A poesia como jogo lúdico de palavras, sons, ritmos;
·        A leitura em voz alta e a expressão corporal através da poesia;
·        A leitura participativa como experiência social da poesia.


O escritor Dilan Camargo nasceu em Itaqui/RS. É Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ex-presidente da Associação Gaúcha de Escritores.
Sua principal obra literária: "Sopro nos poros", "Rebanho de pedras", "Eu pessoa, pessoa eu", antologia I e II, "Poesia e Cidade", "O tempo começa no coração", "A fala de Adão", "Antologia do Sul- Poetas contemporâneos do RS", "Coletânea da poesia gaúcha do RS", "O embrulho do Getúlio", "O vampiro Argemiro", "Poesia fora da estante", "Bamboletras","A galera tagarela" e "Brincriar".


A oficina tem o custo de R$50,00 (cinqüenta reais). Será fornecido certificado, emitido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura – SMEC, a todos aqueles que tiverem 100% de presença. As inscrições já podem ser feitas na SMEC e na Paróquia Nossa Senhora da Assunção. Informações:podem ser obtidas pelo telefone (55) 32811250 ou pelo e-mail: smec@cacapava.rs.gov.br
Veja mais sobre o escritor:

http://www.dilancamargo.com/

Zeno Dias Chaves

A quarta reunião geral da Comissão Cultural Caçapavana para a XXII Feira do Livro de Caçapava do Sul, realizada no dia 26 de março, na Casa do Poeta Clara Haag Kipper, contou com o prestígio do historiador e escritor caçapavano Zeno Dias Chaves que confirmou o lançamento do livro “Estórias, Tradição e Natureza”, de sua autoria, no dia 12 de maio, dia dedicado ao escritor caçapavano na longa programação da feira do livro.

Zeno Dias Chaves, à esqueda, junto com os participantes da quarta reunião para a XXII Feira do Livro de Caçapava do Sul

segunda-feira, 26 de março de 2012

Reunião com a imprensa


A Comissão organizadora da feira realizou no dia 21 uma reunião com a imprensa onde estiveram presentes os representantes do Jornal do Pampa, do Jornal Gazeta de Caçapava e da Rádio Caçapava. Um espaço semanal na Rádio Caçapava, nas quartas, no Programa Ligação Direta, às 10h30 será destinado a XXII Feira do Livro.

Representantes do Jornal do Pampa, do Jornal Gazeta de Caçapava e Rádio Caçapava.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Revelados primeiros nomes da 22ª Feira do Livro


Começaram a surgir os nomes dos escritores, palestrantes e oficineiros para a 22ª Feira do Livro de Caçapava, que será realizada de 04 a 13 de maio. Este ano, o tempo de preparação diminuiu, pois quase sempre a mostra era efetuada no final de maio. Agora, como acompanha a época da Festa do Divino, tradicionalmente determinada pelo calendário lunar, vai ocorrer nos primeiros dias do mês.

Na segunda-feira, dia 12, a comissão organizadora esteve reunida na Casa do Poeta, sob a coordenação de Pedro Vanolin, oportunidade em que foram debatidas as propostas de convites para escritores, palestrantes e realizadores de oficinas literárias. A lista inicial está trazendo os nomes de Aldir Garcia Schlee, historiador especializado nos fatos do Prata, Airton Ortiz, Blau Souza, Dilan Camargo, Jane Tutikian, patronesse da última Feira do Livro de Porto Alegre, e Tania Lopes. 
Assim como nas últimas edições, este ano a feira estará repleta de atrações artísticas e literárias. A feira, que será realizada no salão paroquial, terá coordenação de Pedro Vanolin Macedo, dos xerifes Luiz Hugo Burin e Denise, e do patrono Rivadavia Severo.

Definidos os autores do Adote um Escritor/2012

http://camaradolivro.mailee.me/go/index/166146296?key=2ecbf2

Desenvolvido através de parceria da CRL com a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (Smed), o Programa de Leitura Adote um Escritor promove, desde 2002, encontros de escritores e ilustradores em escolas do ensino básico, atendendo desde alunos da Educação Infantil até da Educação para Jovens e Adultos – EJA.   

Em 2012, a CRL viabilizará, 131 encontros de autores nas 96 escolas da rede municipal de ensino, considerando-se que as que mantêm turmas de Educação para Jovens e Adultos (EJA) receberão um autor extra.   

A Smed, por sua parte, alocará às escolas recursos para a aquisição de obras dos autores adotados, a renovação dos acervos de suas bibliotecas, a locação de ônibus para a visitação escolar à Feira e o custeio do transporte local dos autores adotados. 

Confira a lista dos autores que participarão este ano do Adote um Escritor: 

Airton Ortiz ● Alcy Chueuiche ● Alessandra Pontes Roscoe ● Alexandre Azevedo ● Alexandre Brito ● Altair Martins ● Ana Terra ● André Neves ● Anna Cláudia Ramos ● Bia Hetzel ● Caio Riter ● Carlos Urbim ● Celso Gutfreind ● Celso Sisto ● Charles Kiefer ● Christian David ● Christina Dias ● Érico Veríssimo ● Cláudio Levitan ● Cláudio Martins ● Cléo Busato ● Dilan Camargo ● Ernani Ssó ● Fábio Sombra ● Flávia Côrtes ● Georgina Martins ● Gláucia de Souza ● Graziela Hetzel ● Heloísa Bacichette ● Heloísa Prieto ● Hermes Bernardi Jr. ● Ieda de Oliveira ● Ilan Brenman ● Índigo ● Janaína Tokitaka ● Jane Tutikian ● João Bosco Bonfim ● Jonas Ribeiro ● Andersen e Irmãos Grimm ● Kalunga ● Laís Chaffe ● Laura Castilhos ● Léia Cassol ● Luciana Savaget ● Luciano Pontes ● Luiz Antônio Aguiar ● Luís Augusto Fischer ● Luis Dill ● Luis Pimentel ● Marcelo Spalding ● Márcio Vassallo ● Maria Valéria Rezende ● Marilia Pirilo ● Mário Pirata ● Marô Barbieri ● Mauricio Negro ● Mônika Papescu ● Nelson Cruz ● Ninfa Parreiras ● Paula Mastroberti ● Paulo Bentancur ● Renato Moriconi ● Ricardo Silvestrin ● Rogério Andrade Barbosa ● Rosa Amanda Straus ● Sylvia Orthof ● Rosinha Campos ● Sandra Pina ● Santiago ● Sérgio Napp ● Silvana Rando ● Simone Saueresig ● Simões Lopes Neto ● Sônia Barros ● Tiago de Melo Andrade ● Tino Freitas ● Tino Freitas ● Valesca de Assis

segunda-feira, 12 de março de 2012

Alfredo Laureano de Brum Sobrinho

http://www.gazetadecacapava.com.br/ver_news.php?id=03358&gp=Cultura&dt=12/03/2012&hr=10:49h&tit=Ex-presidente do PP lança autobiografia

Quem não gostaria de deixar registradas suas doces lembranças. É o que fez o auditor aposentado Alfredo Laureano de Brum Sobrinho, que escreveu um livro de memórias. O lançamento oficial da autobiografia deve acontecer em maio, durante a Feira do Livro de Caçapava.

         Além das histórias da família e da carreira profissional, com mais de 30 anos de trabalho na Caixa Econômica Federal, o que mais chama a atenção no livro são as revelações dos bastidores da política no governo Jorge Abdala (2001-2004), quando Alfredo Brum foi secretário da Administração e da Saúde. Ele conta também histórias das campanhas eleitorais, de quando foi candidato a vereador e quando apoiou candidatos a prefeito e a deputado. Ex-presidente do PP, Alfredo Brum hoje se diz desiludido com a política local. Abandonou o partido e não pretende ingressar em outro, nem concorrer a cargo nenhum. No livro, relata que algumas vezes se sentiu usado pelo partido. Mas em nenhum momento cita nomes de ex-companheiros do governo e destaca várias vezes que suas críticas são exclusivamente à atuação política e profissional dos envolvidos. Ressalta que muitos deles continuam seus amigos.

         Em entrevista a Gazeta, ele comenta alguns fatos narrados na autobiografia.

         Gazeta - Como foi para o senhor escrever o livro “Doces Lembranças”?

         Alfredo Brum - Esse livro o que me fez escrever foi um acidente que sofri no período em que estava vivendo em meu rancho no Durasnal. Isso acabou ocasionando uma doença rara, polineuropatia, que atingiu as pernas e os braços. Tão logo constatei que isso era verdadeiro tive uma pequena depressão. Fiquei em uma situação delicada e numa cadeira de rodas durante algum tempo, então meus familiares e amigos me sugeriram, tentando me reanimar, que eu fizesse alguma coisa. Comentei com eles que tinha muitos registros sobre a minha família. Então surgiu a ideia de escrever uma autobiografia. Acabei de escrever em dezembro de 2010, demorei 18 meses para concluir.

         Gazeta - No livro, como o nome já diz, o senhor cita várias lembranças. Quais delas considera a mais marcante?

         Alfredo Brum - Todas as passagens de minha vida foram marcantes. Do lado familiar é muito importante o período em que vivi e trabalhei com meus pais, que foi até os 16 anos. Meu pai era agricultor. Até os 6 anos de idade era filho único. Tinha um outro irmão, mas ele não morava lá em casa. Depois meus pais tiveram uma filha. Outro ponto essencial foi quando eu e minha companheira Arlene começamos a namorar. Ela era gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal em São Paulo e pediu para sair de lá e vir morar em Caçapava. Tudo isso para a gente ficar junto. Nos víamos muito pouco, somente quando ia até São Paulo, pois era Auditor da Caixa Econômica Federal. Quando me aposentei, ficou difícil de ir até lá, e eu não queria ir embora por causa da minha propriedade rural, então ela acabou vindo embora para Caçapava. Acho isso muito marcante.

         Gazeta - Uma das partes que mais chama a atenção no livro é a que o senhor fala de política. Pelo jeito, teve muitas decepções com o seu partido, o PP. Guarda alguma mágoa?

         Alfredo Brum - As pessoas quando lerem o livro podem achar que tenho algumas decepções. Na verdade a política me trouxe muitas alegrias. Sempre fiz parte de alguma agremiação política, desde a época em que votei pela primeira vez. Era PTB, da época do Getúlio, Leonel Brizola, sou desse tempo. Quando veio a ditadura, já trabalhava na Caixa Econômica Federal, e tinha quatro filhos. Nesse tempo procurei ficar fora da política. Só me manifestava em época de eleições. Foi o que aconteceu quando Mário Covas foi candidato. Quando vim para Caçapava, por gostar da política, transferi meu título. Logo em seguida teve uma eleição, e quem concorreu foi a minha amiga Neli. Infelizmente perdeu as eleições. Digo isso porque tenho certeza que ela seria uma ótima administradora. Jorginho e Rosane também são muito amigos. Tanto que fui secretário dele. Quero deixar bem claro que no livro apenas comento algumas coisas que eu acho que podiam ter sido diferentes, isso não é uma crítica a ele. Na minha maneira de administrar, só digo o que senti, por isso escrevi uma autobiografia, tanto é que no fim do terceiro ano de mandado discordei de algumas coisas e pedi para sair. Sei que o Jorginho gostaria que eu continuasse, assim como eu queria continuar, só que a gente tem que ir até o momento que dá, foi então que preferi sair amigo de todos. Até hoje onde encontro os funcionários da Prefeitura vou abraçar, cumprimentar. Fiz grandes amizades. O que eu comento, que tenho mágoa, é que durante o período, tem coisas que você recebe sobre pressão, e você não tem um respaldo, uma ajuda, então você fica aborrecido, chateado. Fui secretário durante três anos, depois, o que aconteceu? Não digo pressão, mas pedidos, acabei na intenção de ajudar o Carlos Carvalho, então aceitei a candidatura para vereador. Não é porque eu não tenha sido eleito, acho que o povo é que tem o direito de escolher quem deve representá-lo. Gostaria de fazer tudo pelo município de Caçapava em agradecimento a esse povo bacana e amigo que encontrei aqui. Fui derrotado duplamente, eu e meu candidato a prefeito. Botei todas as cartas que tinha para jogar na mesa. Ajudei a fazer campanha, fiz tudo, eu e minha mulher, mas tomamos um baile. Tudo bem, é motivo para ficar chateado, claro que é, mas quem é o culpado? O Carlos? Não, isso faz parte de todas as pessoas que são amigas, ou políticos. Fiquei magoado comigo mesmo. Então penso o seguinte, depois de aposentado, fui em uma nova luta e fui derrotado, esta é a decepção. Fiz tudo e acabei até sonhando, no livro apresento um documento registrado em cartório no qual eu me proponho a doar 30% do meu salário para entidades sem fins lucrativos. Não tinha interesse econômico, eu tirando para as minhas despesas, o resto não me importava. No governo do Jorginho vivemos uma época muito difícil, de dificuldades financeiras. O prefeito não tinha automóvel, tinha um Comodoro antigo que dava mais incômodo do que prazer.

         Gazeta - Quando o senhor foi candidato a vereador, acha que não contou com apoio necessário por parte de alguns integrantes do partido? Existia uma campanha enganosa de inimigos em sua própria trincheira? Acha que foi traído por alguns integrantes? Por que não queriam que o senhor fosse eleito?

         Alfredo Brum - Não, isso não existe. No PP, o partido que era filiado, fui do diretório, presidente do partido. Saí do partido porque não queria mais participar. Então houve uma pressão para eu não sair do partido. O que acho natural. Perdi a eleição, o prefeito não é eleito, uma série de coisas. Isso foi culpa de alguém? Se tem um culpado fui eu. Não que eu tenha sido traído, me senti usado. Toda minha equipe sempre trabalhou para mim e para o Carlos Carvalho, eram cerca de 10 pessoas. Durante esse tempo me dediquei de corpo e alma. Toquei a minha campanha política com o que tinha no bolso.Mas não me arrependo de nada.

         Gazeta - No livro o senhor diz que era a favor do prefeito Zauri Tiaraju se filiar ao PP e concorrer a majoritária junto com Jorge Abdala. Porque o Zauri não foi aceito por alguns integrantes do PP?

         Alfredo Brum - Sou amigo do Zauri. Minha amizade com ele começou com uma visita, um convite do doutor Jorge, para ele vir a Caçapava. Na época ele era secretario do Planejamento em Lages. Fui designado pelo Jorginho para que fazer as honras da casa. A partir daí ganhei um amigo. Não existia naquela época partido político. O que tinha era eu como secretário e ele trabalhando em Lages. Cada vez que ele vinha a Caçapava, ia lá fora, no Durasnal. Uma certa ocasião, ele me falou que quando saísse de Lages, gostaria de vir morar em Caçapava e entrar na política. Passado algum tempo,iniciou a campanha do Carlos Carvalho. Ele falou novamente que gostaria de se filiar em algum partido, então sugeri o PP. Mas como suas pretensões era ser candidato a majoritária, solicitei uma reunião com a executiva do partido e os vereadores. O partido concordou com o ingresso do Zauri, mas não como candidato a majoritária. Gazeta - Como o senhor analisa a política hoje e quais as suas expectativas para o próximo pleito?

         Alfredo Brum - Sinceramente, tenho passado muito tempo afastado de Caçapava. Estou por fora do quadro político atual. Em matéria de política, geralmente a gente tem decepções. E para mim, que sempre fui ético, acho que a decepção ainda é maior.

         Gazeta - Se tivesse a oportunidade de voltar no tempo, o senhor mudaria alguma coisa?

         Alfredo Brum - Não mudaria nada. O livro é minha vida do jeito que lembro. Continuo tendo o mesmo respeito e a mesma admiração por todos os políticos, tanto faz do PMDB, PT ou do PP. Se fiz alguma crítica, foi em relação a algum procedimento que não deveria ter sido feito.

Aberta as inscrições para o 3° Prêmio Literário

   
Nesta semana foram abertas as inscrições para o 3º Prêmio Literário Legislativo. Realizado pela Casa do Poeta (Capocaça) e pela Câmara de Vereadores, o concurso seleciona poesias para publicação de um livro, que será lançado durante a 22ª Feira do Livro. Segundo a comissão organizadora da Casa do Poeta, a novidade deste ano é a inclusão do estilo conto no lugar de crônica.

Podem participar os alunos do ensino fundamental, médio e superior, além da comunidade. O tema é de livre escolha. Assim como no ano passado, os inscritos não utilizarão pseudônimo para as identificações. Os vencedores do concurso serão homenageados pelo Legislativo durante a sessão de lançamento do projeto, onde receberão exemplares do livro e um troféu pela classificação. 
As inscrições do 3º Prêmio Literário Legislativo podem ser feitas até dia 5 de abril. Os interessados devem procurar a Casa do Poeta ou a Câmara de Vereadores, ou enviar os trabalhos através do email casadopoetacacapavano@hotmail.com.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Rivadávia será o Patrono da XXII Feira do Livro

http://www.jornaldopampa.com.br/?p=236

Poeta Caçapavana é premiada por Revista Acadêmica

http://www.gazetadecacapava.com.br/ver_news.php?id=03294&gp=07&dt=03/02/2012&hr=15:11h&tit=Poeta Caçapavana é premiada por revista Acadêmica

 O livro de poesias “Pela Janela da Imaginação” da jornalista e advogada caçapavana Felícia Terezinha Soares Lopes, foi um dos selecionados no mérito Livro Medalha de Ouro 2011 da Câmara do Livro da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias – ABEPL – de Brasília, em janeiro de 2012.

Concorrendo com mais 214 obras de diferentes lugares do país, “Pela Janela da Imaginação” foi considerado um dos livros do ano de 2011. Com o imaginário poético nos versos e estrofes de Felícia Lopes, o livro foi lançado na Feira do Livro de Porto Alegre no ano passado e conta com 64 poesias.

- Escrevo poesias, contos e crônicas para a Revista Acadêmica há mais de 20 anos, sou sócia acadêmica da instituição. Enviei o meu livro no final do ano passado para o presidente da Academia, o jornalista Reis de Souza e ele que colocou no concurso. Não esperava ver o meu nome entre os selecionados, não sabia que estava concorrendo, foi uma surpresa - afirmou Felícia.

A caçapavana, que já foi premiada em diversos concursos e poesias, contos e crônicas tem várias coletâneas e antologias em sua trajetória. Já recebeu diploma de Stela Brasiliense pela Revista Brasília. Em Caçapava, ela é presidente a Casa do Poeta Caçapavano (Capocaça).

Rivadavia Severo é o patrono da 22ª Feira do Livro

http://www.gazetadecacapava.com.br/ver_news.php?id=03343&gp=Cultura&dt=02/03/2012&hr=15:30h&tit=Rivadavia Severo é o patrono da 22ª Feira do Livro


 Um almoço realizado no salão paroquial, no último domingo, 26, foi o ponto de encontro para a escolha do patrono da 22ª edição da Feira do Livro de Caçapava. Através de votação direta, o professor e escritor Rivadavia Severo foi o eleito. A comunidade e representantes do Executivo e do Legislativo participaram do evento.

O Coordenador Geral da Feira do Livro, Pedro Vanolin Macedo, comandou a votação e o encontro. Ele teve o apoio dos xerifes do evento, Luiz Hugo e Denise Burin, e também da comissão organizadora da Feira.

 Rivadavia Severo, que substituirá o apresentador e escritor José Antonio Pinheiro Machado (Anonymus Gourmet, patrono em 2011), falou com a Gazeta nesta semana.

         Gazeta – Quem é Rivadavia Severo?

         Rivadavia – Sou casado com Edila Severo e temos quatro filhos: Rivadavia, Ariane, Rosana e Alexandre. Tenho 74 anos, sou jornalista, advogado e professor. Me formei em Educação Física em 1957 e também fui locutor e produtor de programa de esportes na Rádio Caçapava, além de ter trabalhado como redator nos “Diários Associados”, “A Hora”, “Diário de Notícias”, “Cia. Jornalística Caldas Jr”, “Folha da Tarde” e “Folha da Tarde Esportiva”.

         Gazeta – Como escritor o que significa ser escolhido?

         Rivadavia - Uma das maiores honrarias de cunho social, além de cidadão honorário, é ser patrono da Feira do Livro. A quantidade de emails e cumprimentos nas ruas que recebi foi expressiva. Eu não sabia que as pessoas davam tanta importância ao patrono da Feira. Acredito que isso acontece porque realmente a população vive esse momento. Isto me entusiasmou muito.

         Gazeta – Seu interesse por literatura teve influência dos pais?

         Rivadavia – Minha criação foi no meio dos livros. Meu pai era um leitor. Como era advogado, tinha uma biblioteca muito grande. Na época, como não tinha televisão e escutava-se pouco rádio, nosso entretenimento era a leitura.

         Gazeta – Quantos livros já escreveu?

         Rivadavia – Escrevi “Prosas das Sextas-Feira” (2006) e “Artigos para rádio e jornal” (2009). Participei na atualização ortográfica e formatação do livro “Visão do Pampa” de 1936, na edição especial de 2007. E no ano passado, foi publicado o livro “Entrevero”, com crônicas, contos e poemas.

         Gazeta – Qual é o seu autor predileto?

         Rivadavia – Não tenho autores prediletos. Se tivesse que destacar algum livro, com certeza seria “O tempo e o vento” de Érico Veríssimo. Li a primeira edição desta obra, de 1953. Destacaria também “Spartacus”, de Howard Fast.

         Gazeta –A preferência pela leitura na tela do computador tem crescido, principalmente pelo público jovem. O senhor acredita que o livro impresso está com os dias contados?

         Rivadavia – Cada livro publicado representa florestas abatidas, mas não é viável carregar de baixo do braço um computador. É uma questão de gosto, mas acredito que o livro jamais vai acabar.