Patrona Felícia Teresinha Soares Lopes

Patrona Felícia Teresinha Soares Lopes

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Lançamento da 4ª edição do Prêmio Legislativo Literário

Fonte:
A noite de quinta-feira, 22 de maio foi marcada por homenagens na 24ª Feira do Livro de Caçapava do Sul. A Câmara de Vereadores realizou uma Sessão Solene, onde a Casa do Poeta Caçapavano (Capocaça) foi agraciada pelo Legislativo.

A Casa do Poeta Caçapavano foi fundada em 25 de março de 1995, contando com o presidente Cyro Rios Mesquita, com o propósito de incentivar a leitura e difundir a poesia, retirando os trabalhos de seus recantos e anotações particulares, passando a fazer parte do cotidiano das pessoas. Em 2001 a entidade encerrou suas atividades, após um longo período participando de eventos culturais da cidade.

No ano de 2009, a Casa do Poeta Caçapavano “Capocaça” retomou suas atividades, através de sua presidente Felícia Teresinha Soares Lopes. Nesta nova etapa, a Capocaça já promoveu diversos eventos, com destaque para o Poesia no Ônibus, o Prêmio Legislativo Literário e o Sarau Poético Musical.

Na oportunidade, foi feito o lançamento do 4º Prêmio Legislativo Literário para a comunidade caçapavana. O Prêmio Legislativo Literário surgiu através de uma parceria entre a Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul e a Casa do Poeta, no ano de 2010 através de um projeto de lei de autoria da vereadora Rosane Abdalla, com o objetivo de incentivar a cultura e desenvolver o gosto pela leitura em jovens e adultos.

A realização deste concurso de poesias e contos busca envolver a comunidade caçapavana e toda a região, além de reunir os melhores trabalhos em um livro.
A divulgação dos vencedores, bem como o lançamento do livro que reúne os trabalhos, acontecerá durante as comemorações da semana do município, no mês de outubro.

As inscrições estão abertas e são feitas somente na modalidade presencial ou via Correios. Mais informações sobre o 4º Prêmio Legislativo Literário, com Cyro Mesquita, no Salão Mesquita, Rua General Osório, 738, em frente a rodoviária.

Por Assessoria de Imprensa da Câmara

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sarau Poético Musical presta homenagem a Lupicínio Rodrigues

Fonte:

No ano do centenário de Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974) a Casa do Poeta de Caçapava do Sul promove “Sarau Poético Musical” presta homenagem artista gaúcho eternizado pela música “dor de cotovelo” em clássicos como “Nervos de Aço”, “Loucura”, “Ela disse-me Assim” e “Nunca”. O evento acontecerá das 20h às 22h, no Salão Paroquial, durante o encerramento da 24ª Feira do Livro.

A abertura do sarau será realizada por André Ramir, a apresentação de Dóris Santana e terá participação da Banda Municipal Dr. Cyro Carlos de Melo, Duda Brito, Rogério Silva, Renata Bairros e Rodrigo Alberti. João Henrique Silva, Guilherme Alves Marques e Michelly da Rosa Flores serão os declamadores.

A realização é da Casa do Poeta, Universidade Federal do Pampa, Secretaria Municipal de Cultura, Cineclube Vagalume e Ponto de Cultura “Encontro com a cultura gaúcha”.

Sobre Lupicínio Rodrigues 

Lupe, como era chamado desde pequeno, compôs marchinhas de carnaval e sambas-canção, músicas que expressam muito sentimento, principalmente a melancolia por um amor perdido. Foi o inventor do termo dor-de-cotovelo, que se refere à prática de quem crava os cotovelos em um balcão ou mesa de bar, pede um uísque duplo, e chora pela perda da pessoa amada. Constantemente abandonado pelas mulheres, Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.

Por Marcelo Marques

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Vera Rheingantz Abuchaim

Vera Rheingantz Abuchaim é professora e microempresária, aposentada, atualmente voluntária no Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas. Ela é bisneta de Pedro Luís da Rocha Osorio, um caçapavano, empreendedor da região de Pelotas, que marcou um tempo de transformação da economia riograndense. Pedro Osorio foi filantropo, industrial, charqueador, pecuarista, orizicultor e político.
Vera, através de pesquisas sobre as histórias das famílias Osorio, Alves Pereira e Silva Tavares, reuniu informações, documentos e entrevistas sobre Pedro Osório e transcreveu em um livro denominado “O Tropeiro Que Se Fez Rei” de sua autoria. Este livro também teve lançamento na 24° Feira do Livro de Caçapava do Sul.

Homenagem a Patrona 2014, Felícia Soares

Por Ana Zoé Cavalheiro
 
 
Querida Patrona Felícia da XXIV Feira do Livro de Caçapava do Sul

Dizia a lenda, consagrada entre os caçapavanos até o século passado, que aquele que bebesse da Fonte do Mato, mesmo sendo forasteiro, um dia iria voltar a nossa cidade. Para ficar, ou então para concretizar seu sonho de amor que certamente ainda estaria à sua espera. Foi o que aconteceu com nossa homenageada Felícia, nossa querida Patronesse. Nasceu aqui, onde passou seus primeiros anos de vida, bebeu da água da Fonte, mas depois foi para a cidade grande em busca de maiores estudos e de seu ideais profissionais.

Comprimida suam missão como profissional, Felícia aposentou-se. E seu grande sonho de voltar aos pagos foi possível de acontecer. Chegou de mansinho, foi-se instalando, organizando o novo lar, criando outras raízes e reforçando laços de parentesco e amizade. Pouco a pouco seus conterrâneos foram conhecendo esta pessoa amável e comunicativa que vem conquistando a todos pela empatia e cordialidade. E também conhecendo seu lado poeta, aquele que na poesia Miscelânia, de seu livro Pela Janela da Imaginação, ela assim resumia: “Hoje descobri /Que sou um pouco de tudo /que me cerca./Da terra que me criou / e alimenta./ Do sol que aquece / e ilumina o escuro/ De minha alma. /Da lua que me faz /sonhar nas noites de verão.”

Felícia chegou até nós enriquecida de experiências. Ela foi funcionária da Ascar, revisora de jornais, jornalista, assessora de imprensa, correspondente de Revista o Carreteiro, de S. Paulo, Diagramadora da Cia. Jornalística Caldas Júnior e do Correio do Povo. Procuradora Federal do INCRA e advogada, em Porto Alegre. Desenvolveu suas atividades jornalísticas na capital do estado, em Santiago do Boqueirão e Bento Gonçalves. E até no estado de Amazonas, trabalhou, selecionada que foi pela ACARAM – órgão daquele Estado. E extraprofissionalmente, participou de Antologias, de concursos e recebeu diversos prêmios literários, em Porto Alegre e Brasília. Sobre sua obra, o Presidente da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, de Brasília, assim de pronunciou “Venho acompanhando a atividade literária da escritora ao longo destes últimos 20 anos em prosa e verso e deduzi que a singular capacidade de transmitir emoções adveio do jornalismo que ela exerceu com eficiência e capacidade nos mais importantes veículos da capital gaúcha e em destemidos periódicos do interior.”.

Seu sonho de gozar da aposentadoria para curtir as coisas de que mais gostava e que na cidade grande, com os compromissos de trabalho, não conseguiria, começou a realizar-se: dedicar-se à poesia, à leitura, a ouvir músicas consagradas de grandes compositores, a escrever mais obras literárias. E na sua mente organizada de boa administradora ela foi procurando os espaços para suas novas realizações.

Felícia tem um grande coração e não se contenta em ter esse mundo das idéias só para si. Foi assim que ela procurou dar um chão e um teto à Casa de Poeta criada há vários anos pelo nosso poeta Ciro Mesquita. Por isso ela o procurou para expor-lhe o projeto e ouvir suas sugestões. Para criar um espaço de cultura e convivência entre os que acreditam que nem só de pão vive o homem. Mas também precisa de sonhos, de beleza e de emoções. E de comunicação entre seus pares. Onde trocara idéias e experiências, participar ao lado de pessoas de mesma sensibilidade do encanto de boa música, de uma declamação de poesia de nossos famosos, de comentários de obras que ficaram eternas.

Nossa Patronesse ao voltar a terra sentiu de perto os anseios de nosso povo. Começou adquirindo um imóvel na área central. Reformou-o, deu-lhe a cor rosa espressando os sonhos da alma da gente. E a Casa do Poeta criou forma, cor e expressão. Foi logo sendo freqüentada pelos intelectuais da cidade, e novos talentos não tardaram a surgir. Desse modo, Felícia abriu as portas para os jovnes e o Cine Vagalume, pás os concursos literários promovidos pela Câmara de Vereadores, para os saraus artísticos que apresentavam jovens declamadores, poetas e escritores de todas as idades, bem como artistas plásticos expondo suas obras.

Diante de tanta grandeza de espírito e sucesso de realizações, nossa Patronesse granjeou a admiração, o respeito e o agradecimento desta comunicade que a escolheu com todo o mérito – e as melhores razões – para ser a Primeira Estrela maior deste evento – A Feira do Livro – a qual deixará seu nome na história desta bendita instituição.

A nossa Felícia Terezinha Soares Lopes os nossos mais calorosos aplausos e o desejo que se sinta à vontade e feliz no cargo que é todo seu – Patrona da Feira do Livro de 2014.