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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Francisco Pereira Rodrigues "Cem Anos de Amor ao Livro"

Por Walter Galvani 
É isso mesmo que vocês acabam de ler: o escritor Francisco Pereira Rodrigues, presidente honorário da Academia Rio-Grandense de Letras, completa 100 anos lúcido e ativo, no "Dia Internacional do Livro" - 23 de abril. E por isso aqui está a crônica que publico na edição desta semana do jornal "Nova Folha Guaibense" que fica próxima à terra natal dele, Santo Amaro e onde, por acaso resido agora.
Eis a crônica:
É bem verdade que eu não tenho procuração dele e se ele me ler aqui, vai tentar caçar a minha palavra. Mas não posso calar. Preciso curtir e repercutir. Não é todos os dias que se pode comemorar um evento como esse. Um cidadão que festeja os seus 100 anos, exatamente no Dia Internacional do Livro. E tem mais: esse cidadão é escritor e é o presidente honorário da Academia Rio-Grandense de Letras. Seu nome: Francisco Pereira Rodrigues.
Como ele é modesto, e essa é uma característica dele ao longo desse centenário, ele não queria que o fato fosse divulgado e pediu para que se limitem as homenagens ao âmbito dos escritores.
Eu é que achei que era demais e começo aqui a divulgação: Francisco Pereira Rodrigues completa cem anos no dia 23 de abril que é, por decisão da UNESCO, o Dia Internacional do Livro. Querem coincidência maior?
Pois esse homem que foi prefeito de mais de uma cidade, de sua terra natal, inclusive, só pensa em livros. É por aí que esse herói vem pautando sua existência, foi como escritor, e leitor que eu o conheci e sei que ele continuará pelos próximos cem anos, se isso fosse possível, mas o seu exemplo, a bandeira da sua dedicação, isso sim ficará.
Quando ele recebeu o troféu “Amigo do Livro”, da Câmara Rio-Grandense do Livro, em 2012, disse que o momento mais feliz de sua vida, seria aquele em que se proclamasse que não havia mais analfabetos.
É esse homem que agora é o Presidente de Honra da nossa academia estadual e aquele que melhor representa o livro, o escritor e os leitores e que, por esses mistérios da natureza, ainda ostenta esse galardão a mais: nasceu no Dia Internacional do Livro. E isso há cem anos! Alguém quer contestar alguma coisa?
Francisco já esteve várias, muitas, vezes aqui em Guaíba, participando de cerimônias oficiais, ou pesquisando fatos da nossa história para sobre eles escrever.
E continua fazendo isso... Dia desses ainda o convidei para experimentar o catamarã e só estamos aguardando uma oportunidade.
Ah, e preparem-se: ele ainda não parou de escrever e a qualquer momento surgirá com mais alguma surpresa, confirmando essa vida inteira de dedicação ao livro.
Ele sabe tudo sobre Guaíba e a Revolução Farroupilha, assim como tudo sabe sobre a atividade que gerou esta “civilização” do lado de cá do rio...
Temos que homenagear, mesmo que ele não queira cerimônias públicas, esse homem extraordinário.
De minha parte, juro que até rezar para que ele viva mais uns vinte, trinta anos, vou fazê-lo.

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