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sábado, 13 de abril de 2013

Caçapava é uma Cidade que Estuda


Por Maria de Lourdes Duarte Cassel, editado no Jornal Gazeta de Caçapava

Pedimos licença para plagiarmos o motivador slogan da nossa Feira do Livro: Caçapava é uma cidade que lê.

Final de verão.

Com a mudança de horário os dias já haviam se tornado mais curtos,sem as longas tardes ensolaradas, que convidavam àquelas gostosas caminhadas. Começamos, então, a sentir um certo recolhimento.

Cidade mais calma. Um pouco sonolenta.Depois do carnaval, em geral, notamos um clima de nostalgia no ar. É que depois dele, em geral, o verão está a findar.

Mas, de repente, como num toque de mágica, algo se modificou dentro de nós e em nosso estado de espírito. Foi quando percebemos aquelas belas árvores, chamadas bolão de ouro, no desabrochar de suas exuberantes flores amarelas, a enfeitarem  vários locais. Em seguida,  percebemos as palmas cor de rosa, também a se abrirem, num prenúncio de outono que, para muitos gaúchos, é a estação mais bonita do Rio Grande do Sul.

Dentro destas reflexões, chegamos em frente ao Dinarte Ribeiro. Era uma manhã de sábado e ficamos a admirar a árvore e as palmas de que faláramos e que ali já existem há muitos anos. Foi quando, uma cena  nos chamou a atenção: a frente daquele Educandário estava repleta de mães e pais, muitos a conversarem, com a felicidade estampada no rosto.  É que estavam a aguardar seus filhos, que ali deveriam estar cursando a primeira ou outras séries iniciais. Ficamos a observar e aplaudir aquela  protetora e carinhosa espera.

A emoção nos levou a uma viagem de volta no tempo.Nos vimos criança novamente, saindo daquela escola e tendo alguém querido à nossa espera. Vimos, ainda, saindo dali nossos filhos e uma de nossas netas. Vimos muito mais: em cenas rápidas, mas nítidas, o rostinho de centenas de crianças que nessa ou em outros colégios alfabetizamos ou que foram nossos alunos da primeira à quinta série.( quando  os preparávamos para o famoso exame de admissão ao Curso Ginasial). Deles ficaram histórias e emoções que não se apagam, porque ficaram imorredouras e com o gosto de : “Conta Mais”.

Novamente sentimos aquele toque mágico no ar. Voltamos  ao presente e, desta vez,  enxergamos nossa cidade através de uma lupa que nos fez vê-la, com suas ruas  animadas por crianças, jovens e adultos que as percorrem,diuturnamente, em  direção às respectivas casas de ensino  que irão acolhê-los.

Vimos Caçapava que desperta. A Caçapava que possui Creches, Escola  Especial da APAE,  Pré Escola, Ensino Fundamental e Médio e suas Universidades  que têm atraído jovens de outras cidades ou estados. Instituições ligados à rede municipal, estadual, federal e particular. Não esquecendo aqueles que realizam Cursos à  Distância; os que,  nos finais das tardes, embarcam em ônibus, em busca de graduação em outras localidades; e, também,aqueles que, com residência fixa, estão matriculados em Cursos Superiores ou de Especializações, fora daqui.

Quando lemos, com tristeza, a baixa classificação do Brasil, frente aos demais países, em relação a tão debatida Educação, ficamos  orgulhosos  por sentirmos  que  Caçapava,  com  muita  energia,    está  a  vencer  barreiras.

Lembramos, com  admiração,  todos  que,  com  grande  idealismo,  lutaram  para   que   a cultura  fosse implantada  em  nossa  terra,  levantando,  sem  esmorecer,  a  bandeira  da  Educação.

Esperamos que os professores, vigas-mestras  deste  processo, não esmoreçam,  nem  desistam  de  seus  sonhos.

Existe também no ar grandes motivações:  a proximidade da XXIII  Feira do Livro que, em 2013,   iniciará em  26 de abril. Ela é um dos pontos culturais mais relevantes e agregadores de nossa  comunidade, porque: Caçapava é uma cidade que estuda. Porque Caçapava é uma cidade que lê, cresce e progride. 

O poeta  Castro Alves, que tem o dia  de seu nascimento, quatorze de março, lembrado como o Dia da Poesia , escreveu numa antecipada inspiração de luz: Daí o livro ao povo/ E mandai o povo pensar/ Que o livro caindo na alma/ É germe que faz a palma/ É  orvalho que faz o mar.

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