Patrono 2017 - Paulo Flávio Ledur

domingo, 3 de maio de 2015

Patrono da Feira do Livro participa de confraternização


A comissão organizadora da Feira do Livro promoveu uma confraternização na Chácara do Forte no final da manhã de sábado, dia 02. Estiveram presentes o patrono Juremir Machado da Silva e a comunidade cultural caçapavana.

O bate papo foi acompanhado com um almoço. Após, o coordenador do evento, Pedro Vanolin, agradeceu a participação de Juremir e sua esposa na 25ª edição da Feira e fez o convite para a palestra do patrono que acontece durante a noite.

O agradecimento foi seguido por marcante declamação poética do professor Rivadavia Severo e músicas ao som da voz e violão do professor Luiz Hugo Burin e o gaiteiro Vitor Hugo.

Juremir responde

Entre uma música e outra, Juremir Machado respondeu perguntas dos jornalistas. Confira abaixo um pouco mais sobre o Patrono e sua visão sobre a mídia.

Além de seu histórico profissional, qual é sua visão como jornalista de opinião, sobre a imprensa brasileira. Ela segue uma ou várias linhas editoriais?

Juremir - Comecei trabalhando no jornal Zero Hora em 1986. Foi meu primeiro trabalho com carteira assinada. Trabalhei lá até 1995. Atualmente, além de colunista no Correio do Povo, sou professor universitário. Quanto a outra questão, não vejo uma diferença tão acentuada. Cabe ao jornalista desafiar seus limites e ir atrás de algo quando é realmente relevante. Sou uma pessoa realista, posso não acreditar nos valores da instituição, mas tenho que respeitar. Para isso, nada melhor do que ter bom senso.

Com a evolução tecnológica tu acreditas que os jornais podem acabar em um futuro não tão distante?

 Juremir – Jornalistas e jornais vão existir sempre. O que muda é o suporte. Começou com escritas em papiros, depois no papel e agora é digital. A internet é um meio mais barato e mais rápido para difusão de informações. Tudo isso não significa que o jornalismo esteja em crise, mas os jornais impressos. Só sei que tem que estar preocupado mesmo é com o fabricante do papel!

Hoje em dia todos podem produzir e publicar os mais diversos tipos de conteúdos na internet. Você vê isso como algo positivo ou negativo?

Juremir – Acho bom, mas as pessoas precisam ter um cuidado ao interagir, principalmente nas redes sociais. Existem muitas discussões desmedidas. É preciso que haja um amadurecimento e mais responsabilidade antes de se publicar algo.

Tu te consideras dentro do espetáculo da mídia? Por quê?

Juremir – Claro! Não tenho como escapar. Faço jornalismo de opinião e não existe opinião isenta. Existe o que é e o que não é pertinente. Como diria George Orwell, “jornalismo é publicar aquilo que se quer esconder”.

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