Patrono 2017 - Paulo Flávio Ledur

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Homenagem a Patrona 2014, Felícia Soares

Por Ana Zoé Cavalheiro
 
 
Querida Patrona Felícia da XXIV Feira do Livro de Caçapava do Sul

Dizia a lenda, consagrada entre os caçapavanos até o século passado, que aquele que bebesse da Fonte do Mato, mesmo sendo forasteiro, um dia iria voltar a nossa cidade. Para ficar, ou então para concretizar seu sonho de amor que certamente ainda estaria à sua espera. Foi o que aconteceu com nossa homenageada Felícia, nossa querida Patronesse. Nasceu aqui, onde passou seus primeiros anos de vida, bebeu da água da Fonte, mas depois foi para a cidade grande em busca de maiores estudos e de seu ideais profissionais.

Comprimida suam missão como profissional, Felícia aposentou-se. E seu grande sonho de voltar aos pagos foi possível de acontecer. Chegou de mansinho, foi-se instalando, organizando o novo lar, criando outras raízes e reforçando laços de parentesco e amizade. Pouco a pouco seus conterrâneos foram conhecendo esta pessoa amável e comunicativa que vem conquistando a todos pela empatia e cordialidade. E também conhecendo seu lado poeta, aquele que na poesia Miscelânia, de seu livro Pela Janela da Imaginação, ela assim resumia: “Hoje descobri /Que sou um pouco de tudo /que me cerca./Da terra que me criou / e alimenta./ Do sol que aquece / e ilumina o escuro/ De minha alma. /Da lua que me faz /sonhar nas noites de verão.”

Felícia chegou até nós enriquecida de experiências. Ela foi funcionária da Ascar, revisora de jornais, jornalista, assessora de imprensa, correspondente de Revista o Carreteiro, de S. Paulo, Diagramadora da Cia. Jornalística Caldas Júnior e do Correio do Povo. Procuradora Federal do INCRA e advogada, em Porto Alegre. Desenvolveu suas atividades jornalísticas na capital do estado, em Santiago do Boqueirão e Bento Gonçalves. E até no estado de Amazonas, trabalhou, selecionada que foi pela ACARAM – órgão daquele Estado. E extraprofissionalmente, participou de Antologias, de concursos e recebeu diversos prêmios literários, em Porto Alegre e Brasília. Sobre sua obra, o Presidente da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, de Brasília, assim de pronunciou “Venho acompanhando a atividade literária da escritora ao longo destes últimos 20 anos em prosa e verso e deduzi que a singular capacidade de transmitir emoções adveio do jornalismo que ela exerceu com eficiência e capacidade nos mais importantes veículos da capital gaúcha e em destemidos periódicos do interior.”.

Seu sonho de gozar da aposentadoria para curtir as coisas de que mais gostava e que na cidade grande, com os compromissos de trabalho, não conseguiria, começou a realizar-se: dedicar-se à poesia, à leitura, a ouvir músicas consagradas de grandes compositores, a escrever mais obras literárias. E na sua mente organizada de boa administradora ela foi procurando os espaços para suas novas realizações.

Felícia tem um grande coração e não se contenta em ter esse mundo das idéias só para si. Foi assim que ela procurou dar um chão e um teto à Casa de Poeta criada há vários anos pelo nosso poeta Ciro Mesquita. Por isso ela o procurou para expor-lhe o projeto e ouvir suas sugestões. Para criar um espaço de cultura e convivência entre os que acreditam que nem só de pão vive o homem. Mas também precisa de sonhos, de beleza e de emoções. E de comunicação entre seus pares. Onde trocara idéias e experiências, participar ao lado de pessoas de mesma sensibilidade do encanto de boa música, de uma declamação de poesia de nossos famosos, de comentários de obras que ficaram eternas.

Nossa Patronesse ao voltar a terra sentiu de perto os anseios de nosso povo. Começou adquirindo um imóvel na área central. Reformou-o, deu-lhe a cor rosa espressando os sonhos da alma da gente. E a Casa do Poeta criou forma, cor e expressão. Foi logo sendo freqüentada pelos intelectuais da cidade, e novos talentos não tardaram a surgir. Desse modo, Felícia abriu as portas para os jovnes e o Cine Vagalume, pás os concursos literários promovidos pela Câmara de Vereadores, para os saraus artísticos que apresentavam jovens declamadores, poetas e escritores de todas as idades, bem como artistas plásticos expondo suas obras.

Diante de tanta grandeza de espírito e sucesso de realizações, nossa Patronesse granjeou a admiração, o respeito e o agradecimento desta comunicade que a escolheu com todo o mérito – e as melhores razões – para ser a Primeira Estrela maior deste evento – A Feira do Livro – a qual deixará seu nome na história desta bendita instituição.

A nossa Felícia Terezinha Soares Lopes os nossos mais calorosos aplausos e o desejo que se sinta à vontade e feliz no cargo que é todo seu – Patrona da Feira do Livro de 2014.

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