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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dez dias para valorizar a arte e a cultura

Fonte Gazeta de Caçapava

Nas bancas, trabalharam algumas das principais instituições de nossa cidade: PTG Ronda das Sesmarias, Coeducar, Unipampa, Urcamp, Lions, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Apae, Seduc, Biblioteca Pública Municipal, Paróquia e Ponto de Cultura. Eram atendentes voluntários que dedicaram-se, durante dez dias, à Feira do Livro.
 
Amizades nascem e se fortalecem a cada nova feira. Todos trabalham com alegria e boa vontade em prol do desenvolvimento cultural de nossa cidade. Um grupo, de professoras artistas da Seduc, ano após ano, decoram os estandes e o salão. Nos bastidores trabalham anônimos funcionários, doadores de livros usados, pessoas da comunidade, profissionais de fotografia, som, luzes, além de representantes da imprensa falada e escrita.
 
Inúmeros artistas coloriram e agitaram no palco e arredores do Salão Paroquial. Houve espetáculos de dança, música, teatro, protagonizados por crianças, jovens e adultos, em sua maioria, caçapavanos. Filhos, pais, avós, colegas, alunos, professores e amigos, na plateia, fotografando, aplaudindo, encantando-se com as belíssimas apresentações.
 
Suzete Pozzebon, funcionária da Câmara de Vereadores, organiza as listas de livros, num programa de computador que disponibiliza dados para pagamentos às editoras e autores independentes. Sem este sistema, criado por Suzete, seria praticamente impossível o fechamento com as editoras com a velocidade que é efetuado.

 No quesito participação e envolvimento da comunidade, só podemos elogiar e agradecer. Muitas palestras e atividades com alunos foram realizadas por escolas, professores, escritores e artistas de Caçapava, que competentemente compartilharam com o público seus conhecimentos em diferentes áreas: tradição e folclore, patrimônio histórico, viagens e aventuras, poesia, conto, literatura infanto-juvenil. As belas esculturas e troféus que a Feira tradicionalmente oferece aos escritores, palestrantes, visitantes e homenageados, criadas por Edílson Trindade Diniz, artista plástico caçapavano.
 
A Feira do Livro de Caçapava do Sul transcende os dez dias de atividades no Salão paroquial, “contaminando” todos aqueles que valorizam a Arte e a Cultura.
 
Salientamos o trabalho de seriedade e dedicação do Dr. Jacques Duarte Cassel. Convidado para homenagear o prof. Eduardo Marin, fez uma verdadeira pesquisa sobre a vida profissional do professor. Graças a este meticuloso trabalho do médico, um grupo de ex-alunos e amigos que, inspirados nas histórias recontadas por Jacques, planejam agora “passear” com o velho e querido professor nas Guaritas. Quem sabe até, pensar num jeito de valorizar o Museu de Pedras lá montado por ele, mobilizando o Poder Público, a Imprensa e a sociedade? Acreditamos que nesta 22ª Feira do Livro os aspectos positivos superaram os negativos. Foi uma festa dedicada à literatura, um palco que recebe uma diversidade de linguagens, uma pluralidade de artes, descortinando horizontes para uma variada gama de artistas, tendo personagem principal sua excelência: o livro.

por Rosalilia Torres

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